A construção do castelo remonta originalmente à ocupação muçulmana desta zona do Alentejo, situação sob a qual permanece até 1158, altura em que D. Afonso Henriques - auxiliado pelos cavaleiros templários - o conquista e o entrega à própria milícia de Cristo.
Em 1190, o califa almóada Al-Mansur apodera-se do castelo cristão, facto apenas contrariado em 1217, quando D. Afonso II o reconquista e o entrega aos cavaleiros da Ordem de Santiago, a quem já antes tinha sido doado (1186).
Entre os anos de 1310 e 1336, a vila e o castelo estiveram na posse da princesa bizantina D. Vataça Lascaris, por força de uma troca efectuada entre esta e o mestre da ordem, circunstância que resultou na troca da comenda que a princesa detinha em Vila-lar (Castela), com os domínios desta vila. No entanto, após a sua morte, que ocorreu no ano de 1336, o castelo e vila regressaram de novo à tutela do mestre da Ordem de Santiago.
A maior parte dos autores actuais afirma que o templo foi construído pelos cavaleiros espatários no decurso do século XIII, eliminando as hipóteses que os autores antigos atribuíam à fundação pagã do templo - fenícia, grega ou romana -, que era fundamentada pela iconografia apresentada pelas arcadas das naves.
Cruzeiro no átrio da Igreja Matriz junto ao Castelo
Campanário da Igreja Matriz.
Porta Lateral da Igreja Matriz
Escudo de Santiago num marco frente á Igreja Matriz de Santiago do Cacém este símbolo do Caminho de Santiago, a vieira é a concha de um marisco muito encontrado na região costeira da Galícia. A concha de vieira é o emblema que identifica os devotos ao culto de Santiago. De acordo com a lenda, o corpo do Apóstolo, perdido no mar, foi arrastado por correntes marítimas até uma praia da Península Ibérica, chegando intacto e coberto por conchas de vieira. Na Idade Média, a vieira era usada como amuleto contra pragas e maldições.
A cruz possui a forma de espada, e uma ponta como lâmina foi usada pela primeira vez pela Ordem dos Cavaleiros de Santiago, simbolizando o Apóstolo defensor dos cristãos na guerra da Reconquista.
Escudo com a cruz dos Templários incrustado na parede da Igreja Matriz de Santiago
Muralhas do Castelo.
Fotos tiradas em 2010










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